Rasto (de lixo) deixado pela depressão Helena nas praias de Vila Nova de Gaia

A depressão Helena, que se fez sentir em Portugal no dia 1 de fevereiro de 2019, provocou ventos com rajadas até 110 km/h e forte agitação marítima. Os seus efeitos foram bem visíveis no litoral, como a destruição de passadiços e a deposição de grandes quantidades de lixo marinho nas praias. Vila Nova de Gaia, não foi exceção, como mostram as imagens da praia da Madalena. De entre os itens de lixo mais encontrados merece destaque o Plasticus maritimus, “espécie invasora” assim designada pela bióloga, Ana Pêgo. Segundo a National Geographic, estima-se que, anualmente, cerca de oito milhões de toneladas de plástico desaguam nos oceanos transportados, sobretudo, pelos rios. Este pode demorar séculos a degradar-se e é responsável pela morte de milhões de animais marinhos todos os anos e já afetou cerca de 700 espécies.


Evidências da passagem da depressão Helena, deixadas pela forte ondulação e pelo vento na praia da Madalena.

As redes e cordas de pesca abandonadas podem estrangular ou aprisionar animais marinhos, provocando a sua morte.

A vida útil de um saco plástico é de apenas 15 minutos. No mar, desfaz-se sendo confundido com alimento.

Esta estrela do mar ficou aprisionada ao lixo marinho, sendo arrastada para o areal, onde se encontrava morta.

A substituição de garrafas de plástico por garrafas reutilizáveis foi defendida na Conferência da ONU sobre os Oceanos, em 2017.

De entre os itens recolhidos, destacam-se materiais de pesca, calçado, garrafas de plástico, tampinhas, cotonetes e sacos de plástico.

 

Alunos envolvidos no projeto: Francisca Magalhães ; Leandro Oliveira ; Catarina Silva ; Juliana Costa ; Francisco Silva ; Joana Vieira ; Ana Campos ; Cláudia Fontes

Escola: Escola Básica e Secundária de Canelas

Data: 01.03.2019

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