Amianto na nossa escola

No primeiro período, no âmbito do programa da disciplina de FQA, os alunos do 10º ano pesquisaram sobre fatores de poluição na região e surgiu a problemática de, na sua própria escola, ainda existir cobertura de amianto nos telheiros e em alguns telhados. Esta situação tem sido constantemente reportada por elementos da comunidade educativa e a direção tem lutado para que o problema seja resolvido e o amianto retirado, atendendo ao seu estado de degradação e aos problemas de saúde que possam daí advir (a escola tem mais de trinta anos!). Bastante sensibilizados para este assunto, os alunos apresentaram a pesquisa que a seguir se transcreve além das fotos devidamente legendadas.


MEMÓRIA DESCRITIVA

 

Amianto na nossa escola

No primeiro período, no âmbito do programa da disciplina de FQA, os alunos do 10º ano pesquisaram sobre fatores de poluição na região e surgiu a problemática de, na sua própria escola, ainda existir cobertura de amianto nos telheiros e em alguns telhados. Esta situação tem sido constantemente reportada por elementos da comunidade educativa e a direção tem lutado para que o problema seja resolvido e o amianto retirado, atendendo ao seu estado de degradação e aos problemas de saúde que possam daí advir (a escola tem mais de trinta anos!). Bastante sensibilizados para este assunto, os alunos apresentaram a pesquisa que a seguir se transcreve além das fotos devidamente legendadas.

“Proibida a sua utilização/comercialização na União Europeia desde a data de 1 de Janeiro de 2005, o amianto (ou asbesto, como também é conhecido) continua a ser encontrado em diversos estabelecimentos, nomeadamente em algumas escolas públicas mais antigas, como é o caso da nossa, a Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes.

O nome, derivado do grego “amiantos”, que significa incorruptível é uma “variedade fibrosa de sais minerais metamórficos de ocorrência natural, resistente à ação do fogo, pelo que é utilizado para fabricar materiais e tecidos incombustíveis”. Mas foi utilizado, principalmente, sob a forma de amianto-cimento, um composto de, como o próprio nome indica, amianto e cimento nas décadas de 60, 80 e 90 do século passado na construção civil e naval, indústria automóvel, entre outros. Na indústria de construção é utilizado para diversas finalidades, sendo as principais telhas de fibrocimento; revestimentos e cobertura de edifícios; gessos e estuques; revestimentos de tetos falsos; isolamentos térmicos e acústicos.

Como tem uma elevada resistência química, térmica, elétrica e à tração, foi usado em larga escala, o que, após a proibição de utilização deste composto, dificulta a remoção deste material de todos os locais nos quais foi utilizado.

Porque foi proibido?

Ora, após todas as notícias e reportagens que foram publicadas sobre este tema, duvidamos muito que haja alguém que desconheça completamente esta matéria. Mas saber um bocadinho mais nunca fez mal a ninguém, por isso cá vai a breve explicação:

Podemos dizer que o perigo deste componente decorre sobretudo na inalação das fibras libertadas para o ar.

A presença deste material de construção tem sido associada a casos de cancro, asbestose e, ainda, de mesotelioma. Por ano, cerca de 39 pessoas morrem devido a estas doenças que estão associadas à exposição ao amianto.

Nós, alunos, como elementos ativos na proteção do ambiente e da vida humana, continuaremos a pressionar as entidades competentes para a substituição desta perigosa substância.

Por um ambiente mais limpo!

Por um PLANETA SUSTENTÁVEL!!!”

 

Trabalho realizado pelos alunos do 10º ano da Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes – Ílhavo

Foto 1- Ao entrar na nossa escola, existe um telheiro de amianto perigoso pelo facto de toda a comunidade escolar circular por lá.

Foto 2- Telheiro em amianto

Foto 3- As bicicletas são o transporte preferido dos alunos, por ser um meio de transporte sustentável e contribuir para um estilo de vida saudável. Ironicamente, são estacionadas junto ao amianto.

Foto 4- A degradação do material que, segundo a OMS, constitui um perigo acrescido para a saúde ambiental por libertar fibras para o ar.

Foto 5- É por baixo deste material que se abrigam centenas de estudantes nos dias de chuva.

Foto 6- E por lá circulam todos os outros dias também.

 

Alunos envolvidos no projeto: Catarina Oliveira, Maria Inês Melo , André Pinto e Diogo Ribeiro

Escola: Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes

Data: 07.02.2018

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