Ser Vegan…Qual o sentido ambiental?

Um regime alimentar vegan têm diversos impactos ambientais positivos que devemos conhecer. Optar mais por consumir produtos vegetais e menos de origem animal, trará benefícios não só para a nossa saúde como também para o planeta em que habitámos.


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Uma mudança de comportamento da nossa parte, poderá alterar o rumo dos nossos actos, que se estima deixarem de ser suportados pela terra nos próximos 100 anos.

Alterações climáticas

As emissões de “gases efeito – estufa” estão a exceder o que se estima ser suportado pela Terra.

A criação de gado é um dos principais factores das alterações climáticas actualmente, devido à emissão de Gás Butano durante a digestão dos animais ruminantes como os porcos e as vacas.

Com o aumento da temperatura, os glaciares derretem e o nível da água do mar sobe, causando a inundação e erosão das zonas costeiras de baixa-altitude. Começam a acontecer também secas,  vagas de calor e incêndios florestais.

Desflorestação

Com a frequente procura de carne para consumo humano, são abatidas milhares de árvores em todo o mundo para darem lugar a pastos bem como a plantações de soja transgénica que irá alimentar os animais.

100 hectares de solo plantados com milho, conseguirão alimentar 2500 pessoas. Se o mesmo espaço for utilizado para a pecuária, apenas alimentará 8 pessoas.

Ocorrem consequências relacionadas principalmente com a extinção de espécies animais e vegetais, o que leva à diminuição da biodiversidade pela destruição do seu Habitat. Estamos a assistir à maior vaga de extinção de espécies ocorrida após o desaparecimento dos dinossauros.

Recursos hídricos

A produção de lacticínios bem como a indústria da pecuária são responsáveis pela utilização de mais de 50% da água potável na Terra. Para produzir um hambúrguer são precisos 2500 litros de água, o equivalente a tomarmos banho diariamente durante 2 meses.  Se falarmos de 1 Kg de carne, então serão mais de 10 000 litros. Enquanto que para produzirmos 1 Kg de cereais utilizamos apenas 1300 litros (além de que alimentamos muito mais pessoas).

Estas indústrias também contribuem para a poluição devido ao excesso de estrume e fertilizantes que são ecoados para águas subterrâneas. Assim, são causadas grande parte das “zonas mortas” nos oceanos que deixam de ter oxigénio e são incapazes de procriar vida.

Atualmente, estima-se que mais de 700 milhões de pessoas não tenham acesso a água potável bem como mais de 2000 milhões não tenham o saneamento básico considerado fundamental. Estes números têm vindo a aumentar e pensa-se atingirem metade da população mundial até 2030.

Órix – de – Cimitarra

Este é o animal da fotografia, que foi tirada por mim no Jardim Zoológico de Lisboa. Uma espécie extinta na natureza, que só se pode encontrar em parques como este. O seu hábitat natural foi destruído para criar pastos de gado. Os órixes também foram afetados pela desertificação, pelos longos períodos de seca bem como pela caça intensiva.

 

É importante termos em conta que uma mudança drástica da nossa alimentação repentinamente pode trazer-nos algum desconforto e por isso, devemos optar pela substituição dos nutrientes pouco a pouco. Começar por deixar as carnes vermelhas, depois as brancas e no final o peixe, é algo que trará impactos excelentes. E, se nos sentir-mos com força de vontade, evitar todos os restantes produtos de origem animal como os lacticínios e os ovos. Alegra-nos sempre começar a descobrir as deliciosas receitas vegetarianas e vegan que podemos fazer!

Preservar o planeta é algo a que podemos dedicar um pouco do nosso tempo, e existem medidas ótimas que podemos aplicar no nosso dia-a-dia.

 

 

Alunos envolvidos no projeto: Raquel Pedro

Data: 28.02.2016

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