Lixo Marinho: Inimigo da Vida Terrestre

No dia 2 de junho de 2017 realizou-se uma mini-Missão Litter Less na vila de Ericeira, uma parceria entre a Câmara de Mafra e a ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa), que contou com participantes de várias escolas portuguesas. Como todos os eventos promovidos pelo Litter Less Campaign têm como objetivo principal promover e alertar os mais jovens e consequetemente os adultos para os problemas amnbientais e, esta não foi exceção. A vila da Ericerira está situada na costa portuguesa, a 10 Km de Mafra e , onde está presente uma das nove reservas mundiais de surf. Com vários Km de areial, um dos maiores problemas da Ericeira e alvo da Missão Litter Less 2017: o lixo marinho.

Como Paula Sobral, membro da APLM (Associação Portuguesa do Lixo Marinho) que tem como função a conservação do ambiente, afirma “ Só vemos uma pequena parte do lixo marinho”, uma vez que os pequenos plásticos, que são os “chefes” do lixo marinho dado que constituem cerca de 90% do lixo marinho total, estão “escondidos” na areia e com as limpezas das praias não são retirados e constituem um grande perigo para a vida animal pois estes demoram cerca de 400 a 600 anos a decompõem-se . Paula Sobral reforça que o lixo marinho é  “um problema global” e os principais “constituintes” do lixo marinho são as beatas, os cotonetes, as tampas, as garrafas de plástico, os pequenos plásticos e as substâncias tóxicas que são libertadas para as águas. Essas substâncias entram para as cadeias alimentares e acabam por matar muitos seres vivos.

Paula Sobral refere que o papel dos pescadores tem vindo a mudar ao longo dos anos e que a Associação Portuguesa do Lixo Marinho criou uma parceria com os mesmos devido ao lixo que produzem como as redes que muitas vezes são deixadas nos areias ou largardas em alto mar.

Devido ao aumento da população mundial, o lixo produzido também está a aumentar logo o lixo marinho também. Desse lixo marinho 80% são lixo terrestre, nos areias das praias e os outros 20% são lixo marítimo.

“Este problema (o lixo) não se passa apenas nos oceanos”, disse Sobral reforçado que o lixo do qual faz parte o lixo marinho, é um dos maiores problemas mundiais e que se deve combater rapidamente senão poderá trazer consequências na vida terrestre.

 

Alunos envolvidos no projeto: Susana Santa Rita

Data: 20.06.2017

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